quarta-feira, 14 de maio de 2008

Para uma irmã...

Minha amiga-irmã me escreveu esse texto e eu nem tive como não postá-lo. A saudade que eu sinto e a falta que ela me faz são insuportáveis. Chega a doer. Estava acostumada com uma pessoa ao meu lado diariamente, uma pessoa que eu não sentia medo de ser quem eu sou. As mudanças, infatilidades, inseguranças, medos, dúvidas, amores, enfim, podia me despir que ela aceitava a minha amizade, meus defeitos.

Amizade é o amor. Um amor de irmão, puro, verdadeiro. Para um amigo não existe limite, sacrifícios. O esforço é compensado com um sorriso e as "furadas" se tornam gargalhadas. Quem nunca fez um programa de índio por simplesmente acompanhar aquele que você chama de irmão?

Essa minha amiga-irmã já aturou muita coisa. Já passamos váááários momentos cômicos como alface no dente em plena faculdade, uma senhora pagar as nossas passagens de ônibus porque o trocador não tinha troco para nos dar, várias partidas de buraco à tarde e forró à noite, bebedeiras, tombos, gatinhos, comprar um empadão inteiro e comê-lo sem se preocupar se isso vai lhe render uns 10 quilos a mais. Mas já choramos muito juntas também. Decepções amorosas, dúvidas, desentendimentos e falecimentos...

Segue abaixo o texto na íntegra - Mariana Domingues ou simplesmente Mari



"Cada dia que passa, cada foto postada no orkut dos meus amigos sinto como se cada pedaço da minha vida fizesse mais sentido. Como é bom saber que conhecemos pessoas que de alguma forma farão parte da nossa vida pra sempre. Como é bom saber que nunca estará sozinha....sempre terá um pra te perturbar, derramar café na tua calça, perguntar se tem alface no dente, fazer gestos obscenos com o bicho de pelúcia que acabou de ganhar da sua melhor amiga. Como é bom saber que de alguma forma somos parte de suas vidas.
A saudades que sinto não cabe mais em mim.
Em pouco tempo de convivência a intimidade criada é algo que não tem preço, não tem explicação. Apenas tem que ser. Apenas temos que ter certeza que em algum momento isso iria acontecer, não importando o que façamos pelo contrário. É a típica lei de Murphy, mas neste caso ela é muito bem-vinda.
Sempre falo que ela me escreve um livro de memórias enquanto eu só faço uso de suas palavras, mas hoje me valerei de seu emprenho em escrever....porque tudo isso diz respeito a um pedaço da minha existência. Uma fração muito importante da minha vida e que tenho a honra de dividir com essas pessoas. Uma família que me escolheu entre tantos outros amigos, que me adotou – quase literalmente – e até broncas levei de minha “mãe” por chegar às 7 da manhã em casa. Esse tipo de amor não se conquista, apenas se aceita. É um amor puro, fraternal, que força nenhuma no mundo pode destruir. Nem a morte.
Agradeço a essa minha família sempre que posso por tudo o que fizeram por mim. Não pararei de agradecer nunca.
Vivo eternamente dividida entre a vontade de voltar e o dever de ficar. Quem sabe quando o dever terminar eu consiga realizar minha vontade.
Saudades sempre!
Beijo!!!"

Um comentário:

Mariana Domingues disse...

eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

minha manocaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

hehehehehehhehehehehe

adoroooooooooooooooooooooooo