Pessoas...
Em algum outro post escrevi que atualmente os sentimentos estão superficiais. Você sai à noite e o que encontra é uma verdadeira selva, como diz um amigo meu. Todos estão à caça. São mulheres atrás de homens e vice-versa. Beijar um homem é saber que a pretensão dele é te levar para a cama. Só isso! Ele usa o seu corpo, você o dele e o que ganham em troca é o prazer. Não crie expectativas e nem espere uma ligação no dia seguinte. Isso não irá acontecer! Fico me questionando em qual momento do passado o romantismo se perdeu.
Preciso confessar que eu ainda me assusto com esse avanço todo. Se os homens estão mais diretos ao ponto de não esperar um segundo encontro para convidar a pessoa para conhecer o apartamento dele é porque as mulheres deram esse espaço. Não se valorizaram. Hoje não existe mais a conquista. Você conhece a pessoa, troca uns beijos e já espera a pergunta: “Para onde vamos depois daqui?”. Cabe a você aceitar ou não.
O respeito não existe mais. Você beija e a pessoa já vem igual a um polvo. São mãos de todos os lados e de onde menos se espera. Muitos homens perdem ótimas mulheres por acharem que todas são iguais. Realmente existem mulheres que não se dão ao respeito, mas os homens igualam todas por baixo. Vou contar um segredinho: É melhor nos igualar por cima, desta forma não sai perdendo e fica mais respeitoso e elegante.
Durante esses meses que estou solteira não conheci o sentimento. Para uma pessoa que sempre namorou é estranho ir a uma micareta e não se chocar com a “pegação” que rola. Infelizmente você acaba se acostumando com a situação, com o fato de beijar uma pessoa que nunca viu e que provavelmente nunca mais irá ver. Qual a graça disso? Saber que você foi mais uma pra ele e ele mais um pra você? Eu não penso assim. Gosto de saber quem estou beijando. Gosto que a pessoa saiba que ela não é mais um dado estatístico na minha vida, que ela tem um significado. É respeito pelo outro. Isso não quer dizer que meus sentimentos por ela não sejam superficiais.
Segue abaixo uma crônica de Arnaldo Jabour que fala exatamente sobre o assunto tratado por mim.
"Estamos com fome de amor
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!”
Arnaldo Jabor
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Amor Próprio
Pessoas...
Como diz um antigo ditado, se conselho fosse bom ninguém daria, venderia. Mas, depois de tanto tempo fechada a esse assunto resolvi dividi-lo com vocês para que não venham a cometer o mesmo erro que eu.
Em 2002 conheci uma pessoa. Não iria imaginar que passaria os meus próximos cinco anos e meio ao lado dela. Ele tinha acabo de sair de um noivado e eu uma apaixonada. Acreditam em amor à primeira vista? Foi o que aconteceu! Numa tarde de sábado, numa mesa de um barzinho. Um mês depois, ficamos. Meu coração não cabia dentro do peito de tanta alegria. Parecia que ia explodir. Eu quente e ele frio. Eu era sorrisos e ele... choro... pela ex. Quantas vezes ouvi que não adiantava dar murro em ponta de faca porque nunca namoraríamos... Quantas vezes coloquei minha cabeça no travesseiro e fui dormir chorando... Sentimento é algo complicado, ainda mais se for mão única.
Em novembro começamos a namorar. Natal chegando e com ele a empolgação de comprar os presentes. Ele... para as duas. Tinha a mim e a ex. Apesar da menina não querer mais nada, ele ainda queria. Eu estava ali no meio. Eu com ele, ele com ela e ela... bem... com o mundo. Passou 2002 e veio o Ano Novo. A virada do ano prometia. Viagem programada, família e amigos reunidos numa casa de praia. 10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1... Feliz Ano Novo!!!! Pra quem??? Eu querendo comemorar e ele chorando... bêbado... Foi difícil, mas eu estava ali. Amiga acima de qualquer coisa. Não o obrigava a estar comigo, falava que ele tinha que correr atrás da felicidade. Que se ele amasse tanto a menina assim, que não a perdesse. Ele fez a escolha dele.
Eu não media esforços para vê-lo, para ir encontrá-lo nem que fosse do outro lado da cidade. Não me importava em freqüentar lugares que jamais pensaria em ir um dia. Fiquei totalmente cega. Quase sete meses depois de namoro e ele morando comigo, resolvi criar um e-mail. A senha? Adivinhem! A data de nascimento da ex. Confesso que essa sombra me perseguiu por muito tempo. Depois passou. Tudo passa um dia.
Vivemos momentos maravilhosos. Sempre a vontade dele prevalecendo e eu cedendo às suas exigências. Não que eu não tivesse voz... eu tinha... mas ele já tinha se acostumado com uma pessoa que cedia em prol do outro, em prol de um amor e de um sonho. Às vezes acho que esse sonho foi só meu! Apesar de tudo, eu estava ali do lado. Fui namorada, esposa, amiga, amante e mãe. Na fase mais difícil da vida dele quem lhe estendeu a mão fui eu. Fiquei mais de um ano fazendo o possível e o impossível para ajudá-lo. Apesar da única vez que precisei dele, ele ter me virado às costas, nada que fiz foi em vão. Não me arrependo. Faria tudo de novo.
Perdi minha essência. Esqueci quem eu era. Precisei ficar sozinha um bom tempo para, no meio da loucura, me reencontrar. Coloquei máscaras e criei um personagem para me preservar. Encarei um ritmo frenético de saídas para reencontrar a alegria, conhecer pessoas e me sentir novamente querida. Não esqueci os meus valores, meus princípios. Estes constituem o meu ser, independente da situação na qual me encontro. Meus pés nunca saíram do chão e agi com responsabilidade em todos os momentos. Sabia que o estava fazendo, o que estava buscando.
Sempre dei um tempo entre um namorado e outro. Nunca fui adepta a arrumar um novo amor para esquecer o antigo. Permito-me dar esse tempo. Atualmente sei que estou pronta para namorar... me entregar novamente sem medo. Sei quem eu quero, mas não estou disposta a correr atrás, me humilhar e cometer o mesmo erro. Não sei até que ponto cederia em função do outro.
Se me perguntarem o que tenho de mais importante irei responder sem medo: o amor próprio!
Como diz um antigo ditado, se conselho fosse bom ninguém daria, venderia. Mas, depois de tanto tempo fechada a esse assunto resolvi dividi-lo com vocês para que não venham a cometer o mesmo erro que eu.
Em 2002 conheci uma pessoa. Não iria imaginar que passaria os meus próximos cinco anos e meio ao lado dela. Ele tinha acabo de sair de um noivado e eu uma apaixonada. Acreditam em amor à primeira vista? Foi o que aconteceu! Numa tarde de sábado, numa mesa de um barzinho. Um mês depois, ficamos. Meu coração não cabia dentro do peito de tanta alegria. Parecia que ia explodir. Eu quente e ele frio. Eu era sorrisos e ele... choro... pela ex. Quantas vezes ouvi que não adiantava dar murro em ponta de faca porque nunca namoraríamos... Quantas vezes coloquei minha cabeça no travesseiro e fui dormir chorando... Sentimento é algo complicado, ainda mais se for mão única.
Em novembro começamos a namorar. Natal chegando e com ele a empolgação de comprar os presentes. Ele... para as duas. Tinha a mim e a ex. Apesar da menina não querer mais nada, ele ainda queria. Eu estava ali no meio. Eu com ele, ele com ela e ela... bem... com o mundo. Passou 2002 e veio o Ano Novo. A virada do ano prometia. Viagem programada, família e amigos reunidos numa casa de praia. 10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1... Feliz Ano Novo!!!! Pra quem??? Eu querendo comemorar e ele chorando... bêbado... Foi difícil, mas eu estava ali. Amiga acima de qualquer coisa. Não o obrigava a estar comigo, falava que ele tinha que correr atrás da felicidade. Que se ele amasse tanto a menina assim, que não a perdesse. Ele fez a escolha dele.
Eu não media esforços para vê-lo, para ir encontrá-lo nem que fosse do outro lado da cidade. Não me importava em freqüentar lugares que jamais pensaria em ir um dia. Fiquei totalmente cega. Quase sete meses depois de namoro e ele morando comigo, resolvi criar um e-mail. A senha? Adivinhem! A data de nascimento da ex. Confesso que essa sombra me perseguiu por muito tempo. Depois passou. Tudo passa um dia.
Vivemos momentos maravilhosos. Sempre a vontade dele prevalecendo e eu cedendo às suas exigências. Não que eu não tivesse voz... eu tinha... mas ele já tinha se acostumado com uma pessoa que cedia em prol do outro, em prol de um amor e de um sonho. Às vezes acho que esse sonho foi só meu! Apesar de tudo, eu estava ali do lado. Fui namorada, esposa, amiga, amante e mãe. Na fase mais difícil da vida dele quem lhe estendeu a mão fui eu. Fiquei mais de um ano fazendo o possível e o impossível para ajudá-lo. Apesar da única vez que precisei dele, ele ter me virado às costas, nada que fiz foi em vão. Não me arrependo. Faria tudo de novo.
Perdi minha essência. Esqueci quem eu era. Precisei ficar sozinha um bom tempo para, no meio da loucura, me reencontrar. Coloquei máscaras e criei um personagem para me preservar. Encarei um ritmo frenético de saídas para reencontrar a alegria, conhecer pessoas e me sentir novamente querida. Não esqueci os meus valores, meus princípios. Estes constituem o meu ser, independente da situação na qual me encontro. Meus pés nunca saíram do chão e agi com responsabilidade em todos os momentos. Sabia que o estava fazendo, o que estava buscando.
Sempre dei um tempo entre um namorado e outro. Nunca fui adepta a arrumar um novo amor para esquecer o antigo. Permito-me dar esse tempo. Atualmente sei que estou pronta para namorar... me entregar novamente sem medo. Sei quem eu quero, mas não estou disposta a correr atrás, me humilhar e cometer o mesmo erro. Não sei até que ponto cederia em função do outro.
Se me perguntarem o que tenho de mais importante irei responder sem medo: o amor próprio!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Vovô e Vovó
Mana, escrevi esse texto quando o vovô faleceu em dezembro. Acho que se aplica a você nesse momento. Coloquei aqui para você como forma de expressar toda a dor que estou sentindo. Queria estar ai com você, mas infelizmente isso não é possível...
Num dia tem-se o sorriso, no outro um vazio.
O dia amanhece ensolarado e anoitece chuvoso.
As flores que se abriram de manhã, de tarde se fecharam.
O suave perfume deixou de ser exalado.
Os corações de alegres ficaram tristes.
As palavras pela primeira vez cessaram, foram trocadas pelo choro.
O soluço foi ouvido.
Só restarão as doces lembranças e as recordações dos momentos felizes.
Um dia o aperto some e o qu era tristeza vira saudade.
Saudade do modo de andar, de gesticular, de brincar, de falar, de amar.
De todas as oportunidades, aproveitadas, de dizer "Eu te amo".
De todas as vezes que esta frase foi ouvida com tanta atenção.
Do colo, sobrou o aconchego; do abraço, o conforto e do beijo, o gosto.
Não houve despedida.
O ponto final não entrou na frase, talvez uma vírgula.
A história teve uma pausa e voltará a ser escrita, futuramente.
Agora o que nos cabe são as revisões.
As releituras de toda uma vida.
Em dezembro o céu ficou mais estrelado e os anjos mais alegres.
Agora o que resta é olhar para o alto e entre tantas estrelas achar aquela especial.
Aquela que olhará pelas pessoas amadas aqui de baixo.
E a responsável por iluminar toda uma caminhada.
Um dia vamos nos encontrar e o céu entrará em festa.
A terra entristecerá.
Mas lá do alto brilharemos juntos e iluminaremos quem ficar.
Porque o amor não morre.
Nunca.
(25.12.2007)
Num dia tem-se o sorriso, no outro um vazio.
O dia amanhece ensolarado e anoitece chuvoso.
As flores que se abriram de manhã, de tarde se fecharam.
O suave perfume deixou de ser exalado.
Os corações de alegres ficaram tristes.
As palavras pela primeira vez cessaram, foram trocadas pelo choro.
O soluço foi ouvido.
Só restarão as doces lembranças e as recordações dos momentos felizes.
Um dia o aperto some e o qu era tristeza vira saudade.
Saudade do modo de andar, de gesticular, de brincar, de falar, de amar.
De todas as oportunidades, aproveitadas, de dizer "Eu te amo".
De todas as vezes que esta frase foi ouvida com tanta atenção.
Do colo, sobrou o aconchego; do abraço, o conforto e do beijo, o gosto.
Não houve despedida.
O ponto final não entrou na frase, talvez uma vírgula.
A história teve uma pausa e voltará a ser escrita, futuramente.
Agora o que nos cabe são as revisões.
As releituras de toda uma vida.
Em dezembro o céu ficou mais estrelado e os anjos mais alegres.
Agora o que resta é olhar para o alto e entre tantas estrelas achar aquela especial.
Aquela que olhará pelas pessoas amadas aqui de baixo.
E a responsável por iluminar toda uma caminhada.
Um dia vamos nos encontrar e o céu entrará em festa.
A terra entristecerá.
Mas lá do alto brilharemos juntos e iluminaremos quem ficar.
Porque o amor não morre.
Nunca.
(25.12.2007)
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