Pessoas
Eu sou uma pessoa que erro tentando fazer o certo. Como dizem as minhas amigas, moro num mundo cor-de-rosa onde as pessoas são boas como eu e a maldade não tem vez.
É errado ser impulsiva? É errado correr atrás e lutar pelo que deseja? Para muitos é loucura, mas a meu ver isso é ter atitude, é ter independência para se fazer o que quiser. Poucas pessoas têm coragem de agir dessa forma.
Se for errado não querer se magoar e tomar certas decisões para isso, eu quero continuar errando. O que os outros pensam ao meu respeito pouco me importa, trabalho para pagar as minhas contas. Independência custa caro! Quero fazer as coisas que acalmem o meu coração. Um amigo meu disse uma vez que devemos arriscar sempre, porque se não fizermos isso iremos perder 100% da chance que teoricamente possuímos. Arriscar é para poucos. Os fracos ficam pelo caminho. Só arrisca quem conhece os seus limites e quem possui força de se reerguer caso as expectativas não sejam as esperadas.
Uma amiga minha, que é super forte, me disse uma vez que não tem a minha coragem. As pessoas acham que eu sou frágil e por isso têm medo de me magoarem, de me falarem as coisas e, eu, quebrar. Cada um tem um jeito e o meu é ser carinhosa, atenciosa, boa, amiga, extrovertida e... ingênua. É... eu ainda acredito nas pessoas. Isso é defeito?
A minha coragem é relativa, porque eu não dou chance às pessoas. Eu simplesmente sumo para não sofrer e não ter de ouvir explicações. Dissipo-me no vento sem deixar vestígios. A minha presença se torna, então, lembrança... às vezes doces... outras amargas. Se eu permaneço é porque eu gosto, porque me cativaram. Essa situação está totalmente entrelaçada com a minha paciência, que ora é enorme e ora é curta como um pavio prestes a explodir.
Confesso que muitas vezes eu gostaria de ser egoísta e só pensar em mim; gostaria de ser individualista e só fazer o que me interessa; gostaria de ignorar os meus amigos quando estes enchem a minha paciência; gostaria de agir como metade do mundo, mas não consigo. Eu, felizmente ou não, penso sempre nos outros. Estou sempre à disposição para ajudar e, cada vez mais, o sentimento que recebo em troca é a decepção.
Às vezes o meu mundo cor-de-rosa desmorona igual a um castelo de areia quando a onda bate. Meu mundo fica preto e é quando ele fica assim que eu tiro forças para levantar.
Eu sou uma pessoa que odeia dúvidas. Sou muito decidida, focada e não aturo indecisões. Gosto de respostas. Penso que todo mundo sabe o que quer, afinal temos de fazer escolhas todos os dias. Quem fica “em cima” do muro é ou porque está perdido ou porque não quer assumir os seus desejos (talvez por medo). Eu assumo os meus! Não ligo para os riscos que vou correr!
Já me criticaram por ser uma pessoa acessível e me fechei, mas a questão não é de eu ser aberta, é de ser franca e não magoar ninguém. Franqueza é errado? Estou começando a achar que as minhas qualidades são defeitos nesse mundo distorcido.
Sempre falo que não vou para o céu por curtir com as pessoas, fazerem-nas rirem, mas estou começando a achar que eu vou para céu porque tenho princípios e caráter. Isso, me desculpe, é qualidade! As pessoas mentem numa velocidade absurda; falam como se fosse a mais pura verdade; traem a confiança de pessoas queridas em troca de caprichos; falam sem pensar e não querem saber se as palavras vão ferir ou não. Eu aprendi a respeitar o outro e a não fazer com ele o que não quero que façam comigo.
Tenho por hábito dizer que sou uma pessoa fácil de conviver. Odeio fofocas, intrigas, mesquinharia. Valorizo sentimentos positivos como amizade, amor, alegria. Não perco meu tempo discutindo! O meu mundo cor-de-rosa pode estar negro que eu estarei sorrindo. As pessoas têm problemas demais para aturarem o meu mau humor. Não dou importância para coisas pequenas, besteiras de criança. Dificilmente alguém me vê triste, cabisbaixa e chorando de tristeza. Isso eu deixo para compartilhar com meu travesseiro. Boas energias atraem coisas positivas.
Bom... essa é uma parte de mim... porque sou muito maior que isso!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
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