Pessoas....
Acho que ando inspirada... Será o tempo chuvoso dessa segunda-feira???
Doce ou salgado?
O que você prefere?
O gosto da sua vida
Quem escolhe é você!
Entre o Amargo e o Melado
Fico com o meio termo.
Tudo demais estraga
E tudo de menos também!
Hoje minha vida está assim:
Equilibrada
Coração vazio e uma mente que não pára
Nem de dia.... e nem de noite
Ânsia de curtir
A família, os amigos e os colegas
Vontade de resolver
Situações que ficaram pendentes
Eu sou assim
Ora comédia, ora tragédia
O riso e o drama
Máscaras do teatro que me perseguem.
Chuva ou sol?
Frio ou calor?
Depende do ângulo
Que a gente escolhe ver!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Palavras ao vento...
Pessoas...
Resolvi escrever uma poesia. Não sou nenhum Drummond, Ferreir Gullar, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Camões, mas dá para o "gasto".
Espero que gostem!!!
Pra você...
Renata Ferretti
Palavras....
Quando proferidas com rancor, cortam, ferem
Não há pedido de desculpa que apague a mágoa que fica.
Pensar antes de falar é o que recomendam
Mas e numa discussão?
A cabeça esquenta e os pensamentos atropelam a fala.
Há palavras que voam com o vento.
Se perdem entre as casas, árvores, pessoas
Misturam com outras falas
E perdem o seu sentido, o seu valor
Palavras proferidas não tem volta
Não se pode apagar.
Quero palavras proferidas com amor
Que façam a diferença em meu coração
Palavras doces que aquecem o meu pensar
Salgadas que enobrecem a alma
Me fazem crescer e voar.
Com elas amadurecer!
Quero ouvir palavras duras
Que me tragam à realidade
Viajo em meus pensamentos
Me perco na imaginação
Preciso de alguém que me puxe
Para perto...
Determinadas palavras enobrecem
Outras fazem voar
Há palavras que confundem com seus duplos sentidos
E quando trata de coração?
Alguém fala uma coisa e você entende outra?
A linguagem do amor é complicada!
Precisa de tradução!
Resolvi escrever uma poesia. Não sou nenhum Drummond, Ferreir Gullar, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Camões, mas dá para o "gasto".
Espero que gostem!!!
Pra você...
Renata Ferretti
Palavras....
Quando proferidas com rancor, cortam, ferem
Não há pedido de desculpa que apague a mágoa que fica.
Pensar antes de falar é o que recomendam
Mas e numa discussão?
A cabeça esquenta e os pensamentos atropelam a fala.
Há palavras que voam com o vento.
Se perdem entre as casas, árvores, pessoas
Misturam com outras falas
E perdem o seu sentido, o seu valor
Palavras proferidas não tem volta
Não se pode apagar.
Quero palavras proferidas com amor
Que façam a diferença em meu coração
Palavras doces que aquecem o meu pensar
Salgadas que enobrecem a alma
Me fazem crescer e voar.
Com elas amadurecer!
Quero ouvir palavras duras
Que me tragam à realidade
Viajo em meus pensamentos
Me perco na imaginação
Preciso de alguém que me puxe
Para perto...
Determinadas palavras enobrecem
Outras fazem voar
Há palavras que confundem com seus duplos sentidos
E quando trata de coração?
Alguém fala uma coisa e você entende outra?
A linguagem do amor é complicada!
Precisa de tradução!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Resposta a um amigo
Pessoas...
Resolvi escrever sobre o comentário que um amigo meu deixou no post “Amor versus Amizade”. Sei que algumas pessoas não entendem a nossa ligação, a nossa amizade, o amor que sentimos um pelo outro. Ele é essencial em minha vida e não saberia viver sem tê-lo por perto, ao meu lado. Não tive como não vestir a carapuça com tudo o que ele escreveu.
Durante muitos anos ele se manteve em silêncio. Pra quê arriscar? Se expuser e de repente vir a perder o porto seguro que ele tinha? Sempre fomos a estabilidade um do outro. Compartilhamos segredos, problemas, alegrias. O diário um do outro, trancado com as chaves do amor e da amizade. Por que colocar em jogo tudo isso ao dizer que o sentimento tinha se transformado? Como a pessoa iria reagir ao ouvir isso? E a amizade? E o porto seguro? E a estabilidade que um proporcionava ao outro?
Um dia esse meu amigo leu uma frase: “Você perde 100% de tudo o que você não tenta. Ou seja, na dúvida, arrisque”. E ele arriscou! Expôs-se, falou dos seus sentimentos, das suas expectativas e do que esperava. Infelizmente, eu não pude corresponder à altura a todo esse amor. Juro que gostaria. Eu seria a mulher mais feliz do mundo e com o homem perfeito pra mim. Ele é tudo o que eu busco, mas nem sempre o coração obedece a nossa cabeça. Queria ser apaixonada por ele, amá-lo da mesma forma pura e sincera que sou amada.
A amizade dele é tão importante que me impossibilita de vir a sentir algo mais forte e acabar perdendo-o por inteiro. Eu não correria o risco de perder o amigo. Se por ventura algum dia eu vir a amá-lo e por alguma razão o nosso relacionamento não der certo, a amizade seria a mesma? Eu continuaria tendo o meu porto seguro? Ele continuaria tendo a estabilidade que ele tem? Não suportaria uma separação. Ele vale mais do que qualquer risco. Prefiro tê-lo ao meu lado como amigo do que não tê-lo por perto.
Ele sofre. Eu sofro. Ele arrisca. Eu pondero. Lidar com amor entre amigos é complicado. Não fico com ninguém na frente dele. Respeito. Conto tudo, não tenho medo de me despir. Fico nua em relação a quem sou, ao meu modo de pensar. Não tenho medo de mostrar minhas qualidades e meus defeitos. Não faço média. Ele me aceita assim: estabanada, extrovertida, hiperativa, teimosa, cabeça dura, chorona, carinhosa, amorosa. E eu o aceito da forma que ele é: engraçado, carinhoso, elétrico, melancólico, grosso, firme em suas atitudes, cabeça dura, teimoso, amigo, fiel, companheiro, prestativo e amoroso. Quando estou triste, nunca resisti em procurá-lo. Quando precisei de um ombro amigo, lá estava ele me oferecendo não só os dois, mas os braços também. Quantas vezes chorei em seu colo devido a alguma desilusão amorosa. E ele nunca me cobrou. Nunca falou mal de nenhum namorado meu. Respeitou. Manteve em silêncio e não se afastou. Apesar de qualquer coisa, sempre priorizou a amizade.
Ele sabe o quanto o amo, o quanto é importante em minha vida. Quando brigamos eu sempre sou a primeira a ligar, chorando. Pedindo para não me deixar. A nossa relação é discutida, transparente. Não temos bloqueio um com o outro, falamos dos nossos sentimentos. Eu sei o que ele quer e ele sabe o que eu penso. Eu nunca o iludi e ele nunca se afastou. Eu nunca menti e ele também não. A confiança nos une. A sinceridade reforça a vontade de estarmos juntos. A certeza que tenho hoje? Que eu o quero pra sempre ao meu lado como amigo ou como amor.
Aprendemos a lidar com a situação e com os nossos sentimentos contrários. Ele com a vontade de ficar comigo e eu com o desejo de amá-lo.
Obrigada por tudo!!!
Te amo muito!!!
Beijos no seu coração!!!
O comentário que ele deixou:
"Houve um tempo em que a vida era formada por dúvidas e temores, em que não se valia a pena arriscar, mudar, fazer algo diferente. A estabilidade, o porto seguro sempre falou mais alto. Ai um dia eu acabei lendo uma frase, que mudou bastante a maneira de eu ver o mundo, me fezeu pôr muitos "poreins" de lado e passou a pautar a maneira como eu enxergo as coisas desde então. A frase era: Você perde 100% de tudo o que você não tenta. Ou seja, na dúvida, arrisque. Como dizem, se o que você faz hoje não da certo, faça qualquer coisa diferente do que você esta fazendo, não importa o quê.Amizades se perdem e se criam por motivos mais diversos, e o amor nunca foi e nunca será motivo pra acabar com alguma coisa. E se foi motivo, é porque não era amor".
Resolvi escrever sobre o comentário que um amigo meu deixou no post “Amor versus Amizade”. Sei que algumas pessoas não entendem a nossa ligação, a nossa amizade, o amor que sentimos um pelo outro. Ele é essencial em minha vida e não saberia viver sem tê-lo por perto, ao meu lado. Não tive como não vestir a carapuça com tudo o que ele escreveu.
Durante muitos anos ele se manteve em silêncio. Pra quê arriscar? Se expuser e de repente vir a perder o porto seguro que ele tinha? Sempre fomos a estabilidade um do outro. Compartilhamos segredos, problemas, alegrias. O diário um do outro, trancado com as chaves do amor e da amizade. Por que colocar em jogo tudo isso ao dizer que o sentimento tinha se transformado? Como a pessoa iria reagir ao ouvir isso? E a amizade? E o porto seguro? E a estabilidade que um proporcionava ao outro?
Um dia esse meu amigo leu uma frase: “Você perde 100% de tudo o que você não tenta. Ou seja, na dúvida, arrisque”. E ele arriscou! Expôs-se, falou dos seus sentimentos, das suas expectativas e do que esperava. Infelizmente, eu não pude corresponder à altura a todo esse amor. Juro que gostaria. Eu seria a mulher mais feliz do mundo e com o homem perfeito pra mim. Ele é tudo o que eu busco, mas nem sempre o coração obedece a nossa cabeça. Queria ser apaixonada por ele, amá-lo da mesma forma pura e sincera que sou amada.
A amizade dele é tão importante que me impossibilita de vir a sentir algo mais forte e acabar perdendo-o por inteiro. Eu não correria o risco de perder o amigo. Se por ventura algum dia eu vir a amá-lo e por alguma razão o nosso relacionamento não der certo, a amizade seria a mesma? Eu continuaria tendo o meu porto seguro? Ele continuaria tendo a estabilidade que ele tem? Não suportaria uma separação. Ele vale mais do que qualquer risco. Prefiro tê-lo ao meu lado como amigo do que não tê-lo por perto.
Ele sofre. Eu sofro. Ele arrisca. Eu pondero. Lidar com amor entre amigos é complicado. Não fico com ninguém na frente dele. Respeito. Conto tudo, não tenho medo de me despir. Fico nua em relação a quem sou, ao meu modo de pensar. Não tenho medo de mostrar minhas qualidades e meus defeitos. Não faço média. Ele me aceita assim: estabanada, extrovertida, hiperativa, teimosa, cabeça dura, chorona, carinhosa, amorosa. E eu o aceito da forma que ele é: engraçado, carinhoso, elétrico, melancólico, grosso, firme em suas atitudes, cabeça dura, teimoso, amigo, fiel, companheiro, prestativo e amoroso. Quando estou triste, nunca resisti em procurá-lo. Quando precisei de um ombro amigo, lá estava ele me oferecendo não só os dois, mas os braços também. Quantas vezes chorei em seu colo devido a alguma desilusão amorosa. E ele nunca me cobrou. Nunca falou mal de nenhum namorado meu. Respeitou. Manteve em silêncio e não se afastou. Apesar de qualquer coisa, sempre priorizou a amizade.
Ele sabe o quanto o amo, o quanto é importante em minha vida. Quando brigamos eu sempre sou a primeira a ligar, chorando. Pedindo para não me deixar. A nossa relação é discutida, transparente. Não temos bloqueio um com o outro, falamos dos nossos sentimentos. Eu sei o que ele quer e ele sabe o que eu penso. Eu nunca o iludi e ele nunca se afastou. Eu nunca menti e ele também não. A confiança nos une. A sinceridade reforça a vontade de estarmos juntos. A certeza que tenho hoje? Que eu o quero pra sempre ao meu lado como amigo ou como amor.
Aprendemos a lidar com a situação e com os nossos sentimentos contrários. Ele com a vontade de ficar comigo e eu com o desejo de amá-lo.
Obrigada por tudo!!!
Te amo muito!!!
Beijos no seu coração!!!
O comentário que ele deixou:
"Houve um tempo em que a vida era formada por dúvidas e temores, em que não se valia a pena arriscar, mudar, fazer algo diferente. A estabilidade, o porto seguro sempre falou mais alto. Ai um dia eu acabei lendo uma frase, que mudou bastante a maneira de eu ver o mundo, me fezeu pôr muitos "poreins" de lado e passou a pautar a maneira como eu enxergo as coisas desde então. A frase era: Você perde 100% de tudo o que você não tenta. Ou seja, na dúvida, arrisque. Como dizem, se o que você faz hoje não da certo, faça qualquer coisa diferente do que você esta fazendo, não importa o quê.Amizades se perdem e se criam por motivos mais diversos, e o amor nunca foi e nunca será motivo pra acabar com alguma coisa. E se foi motivo, é porque não era amor".
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Infância
Pessoas...
Estava refletindo sobre a infância que tive e a que as crianças têm atualmente. Lembro-me de brincar até tarde na rua. Era Futebol, Vôlei, Taco, Bolinha de Gude, Queimado, Pique-Bandeira. Descia a ladeira de patins. Não tinha medo de me machucar. Aliás, perdi a contas de quantas vezes imobilizei algum membro devido a fraturas, torções, fissuras. A bagunça era maior que qualquer chororô. Se o tempo estava chuvoso, a galera se reunia lá em casa para um filme, jogar no computador, montar um quebra-cabeça, jogar conversa fora e até roubar na salada mista. Se estivesse sol, nada melhor do que um banho de piscina depois de andar de bicicleta. Os lanches estavam garantidos, assim como as partidas de ping-pong e totó no quintal.
Eu tinha vídeo-game, mas nunca liguei. Não tinha graça ficar sentado em frente a uma televisão tentando zerar o Sonic, Alex Kid ou Super Mário Brós. A vida tinha mais aventura. Dia de São Cosme e Damião era o melhor. Apesar, de eu não comer doce, correr atrás deles era o mais divertido. Aquelas crianças todas correndo pelas ruas, contando quem tinha conseguido mais saquinhos, separando os doces que mais gostava. Dia das Crianças e Natal, nem se fala. No dia seguinte, cedinho, lá estávamos todos nós, amigos, reunidos para mostrar o que ganhamos, trocar os brinquedos e inventar mil brincadeiras. Mesmo que tivesse que conciliar a Barbie com uma super nave dos Comandos em Ação. Cabia a imaginação criar esse elo. E imaginação não faltava....
Vejo as crianças crescerem trancadas em seus quartos, brincando com seus vídeos-game e notebooks. Brincadeiras? Só no intervalo na escola! A rua está extremamente perigosa. Meninas e meninos de seis anos já têm até celular. A mãe fica preocupada, liga, porque quer ter certeza que o filho chegou são e salvo à escola. Quando eu era criança, nem celular existia! A rua passava carro, mas, por alguma razão, as mães de antigamente sabiam que seus filhos sabiam se cuidar. De noite chegávamos a casa suados, com os pés pretos de tanto correr e tomávamos aquele banho. A blusa mudava de cor! E os aniversários? Se não tivesse a ovada com farinha não podia dizer que a pessoa fez anos. As comemorações começavam cedo. O ovo ficava enterrado uma semana para ter certeza de que estava podre, tinha que feder muito e ter de usar muito shampoo para tirar o cheiro depois.
Conversar na rua era bem mais interessante do que ao telefone. Nem precisava marcar, todo mundo sabia aonde iria se encontrar. As festas então... qualquer motivo, por mais banal que fosse, valia uma comemoração. Aniversário, festa junina, festa americana, festa na piscina... as mães sabiam que nas festinhas o máximo que iria acontecer era uma azaração. Nada além disso. Até poderia rolar uma salada mista, mas era tudo combinado. Escolhíamos quem queríamos beijar! Lembro-me que inventávamos até frutas para a brincadeira ficar mais divertida.
E na escola? No final da aula íamos todos na barraquinha comprar chicletes, balas, adesivos. Pirocóptero, Mini Chiclete Adams, Big Big, cada doce com nome engraçado! O intervalo voava diante da quantidade de fofocas. Na maioria das vezes era para falar de meninos, mas também falar mal das meninas que a gente não gostava. E as reuniões para trabalho em grupo? O trabalho poderia precisa de um encontro só, mas o nosso precisava de pelo menos uns três sempre. Os namoros na porta eram os melhores! Ninguém tinha preocupação, ninguém estava preocupado se iria durar muito, não tinha cobrança. Ciúme existia, mas da “galinha” da escola. Tem sempre uma menina foguenta para nos dar dor-de-cabeça! O cinema era tão gostoso nessa fase, estudar junto pra prova então... nem se fala! Passar cola pelo pé e deixar o professor com cara de bobo não tinha preço!
Se conselho fosse bom ninguém daria, venderia, mas... crianças.... aproveitem ao máximo essas fases da vida chamadas de infância e adolescência!
Estava refletindo sobre a infância que tive e a que as crianças têm atualmente. Lembro-me de brincar até tarde na rua. Era Futebol, Vôlei, Taco, Bolinha de Gude, Queimado, Pique-Bandeira. Descia a ladeira de patins. Não tinha medo de me machucar. Aliás, perdi a contas de quantas vezes imobilizei algum membro devido a fraturas, torções, fissuras. A bagunça era maior que qualquer chororô. Se o tempo estava chuvoso, a galera se reunia lá em casa para um filme, jogar no computador, montar um quebra-cabeça, jogar conversa fora e até roubar na salada mista. Se estivesse sol, nada melhor do que um banho de piscina depois de andar de bicicleta. Os lanches estavam garantidos, assim como as partidas de ping-pong e totó no quintal.
Eu tinha vídeo-game, mas nunca liguei. Não tinha graça ficar sentado em frente a uma televisão tentando zerar o Sonic, Alex Kid ou Super Mário Brós. A vida tinha mais aventura. Dia de São Cosme e Damião era o melhor. Apesar, de eu não comer doce, correr atrás deles era o mais divertido. Aquelas crianças todas correndo pelas ruas, contando quem tinha conseguido mais saquinhos, separando os doces que mais gostava. Dia das Crianças e Natal, nem se fala. No dia seguinte, cedinho, lá estávamos todos nós, amigos, reunidos para mostrar o que ganhamos, trocar os brinquedos e inventar mil brincadeiras. Mesmo que tivesse que conciliar a Barbie com uma super nave dos Comandos em Ação. Cabia a imaginação criar esse elo. E imaginação não faltava....
Vejo as crianças crescerem trancadas em seus quartos, brincando com seus vídeos-game e notebooks. Brincadeiras? Só no intervalo na escola! A rua está extremamente perigosa. Meninas e meninos de seis anos já têm até celular. A mãe fica preocupada, liga, porque quer ter certeza que o filho chegou são e salvo à escola. Quando eu era criança, nem celular existia! A rua passava carro, mas, por alguma razão, as mães de antigamente sabiam que seus filhos sabiam se cuidar. De noite chegávamos a casa suados, com os pés pretos de tanto correr e tomávamos aquele banho. A blusa mudava de cor! E os aniversários? Se não tivesse a ovada com farinha não podia dizer que a pessoa fez anos. As comemorações começavam cedo. O ovo ficava enterrado uma semana para ter certeza de que estava podre, tinha que feder muito e ter de usar muito shampoo para tirar o cheiro depois.
Conversar na rua era bem mais interessante do que ao telefone. Nem precisava marcar, todo mundo sabia aonde iria se encontrar. As festas então... qualquer motivo, por mais banal que fosse, valia uma comemoração. Aniversário, festa junina, festa americana, festa na piscina... as mães sabiam que nas festinhas o máximo que iria acontecer era uma azaração. Nada além disso. Até poderia rolar uma salada mista, mas era tudo combinado. Escolhíamos quem queríamos beijar! Lembro-me que inventávamos até frutas para a brincadeira ficar mais divertida.
E na escola? No final da aula íamos todos na barraquinha comprar chicletes, balas, adesivos. Pirocóptero, Mini Chiclete Adams, Big Big, cada doce com nome engraçado! O intervalo voava diante da quantidade de fofocas. Na maioria das vezes era para falar de meninos, mas também falar mal das meninas que a gente não gostava. E as reuniões para trabalho em grupo? O trabalho poderia precisa de um encontro só, mas o nosso precisava de pelo menos uns três sempre. Os namoros na porta eram os melhores! Ninguém tinha preocupação, ninguém estava preocupado se iria durar muito, não tinha cobrança. Ciúme existia, mas da “galinha” da escola. Tem sempre uma menina foguenta para nos dar dor-de-cabeça! O cinema era tão gostoso nessa fase, estudar junto pra prova então... nem se fala! Passar cola pelo pé e deixar o professor com cara de bobo não tinha preço!
Se conselho fosse bom ninguém daria, venderia, mas... crianças.... aproveitem ao máximo essas fases da vida chamadas de infância e adolescência!
domingo, 8 de junho de 2008
Amor versus Amizade
Pessoas....
Como de costume fui ao cinema com minha amiga-irmã. Ultimamente ela tem sido até mais irmã que amiga. Dividimos tudo, quando falo tudo, é tudo mesmo! Como domingo é um dia morto, de fazer programações lights fomos assistir “O melhor amigo da noiva”. Mais uma dessas comédias hollywoodianas água com açúcar. Ele segue a linha do “Casamento do meu melhor amigo”, mas com os papéis invertidos. No que eu assisti hoje, é o homem quem vai lutar pelo amor de sua amiga após dez anos de amizade, enquanto que no outro é a personagem da Julia Roberts quem vai correr atrás do prejuízo. Os finais são diferentes, mas a temática é a mesma: amor entre amigos.
Quem nunca se apaixonou pela pessoa que está sempre ao seu lado? A probabilidade de você se apaixonar por um amigo é enorme, pois conhece todos os seus defeitos e qualidades, compartilha os momentos mais importantes, divide os mais tristes, conversa sobre o dia-a-dia, conhece todos os gostos, hábitos e manias. Amigos são pessoas constantes em nossa vida e, por isso mesmo, não o enxergamos com outros olhos. Estamos acostumados com aquela presença. Quando alguém pergunta, a resposta é sempre a mesma: “Ele? É meu amigo!”. O ruim é que às vezes só nos damos conta de que aquela pessoa é a perfeita pra gente quando a perdemos de alguma forma.
O problema é justamente revelar ao outro que o sentimento evoluiu de amizade para amor. As inseguranças aparecem, o medo brota e as dúvidas bombardeiam o nosso pensamento. E se o amigo não corresponder aos nossos sentimentos? Será que vale a pena correr o risco de se expor e acabar perdendo uma amizade? E se rolar de ficar um dia e depois nada? Fica a ilusão? A esperança de um dia ficarem juntos? Essa é uma situação realmente delicada. Nem sempre a arte imita a vida real. Nem sempre o “ viveram felizes para sempre” acontece fora das telas. Eu realmente prefiro abrir mão de um sentimento mais forte a perder a amizade de um amigo, mas cada um tem um modo de pensar. Eu só correria o risco se tivesse a certeza de ser correspondida.
Já me apaixonei perdidamente por um amigo. Corri atrás, chorei, ri, beijei muito, mas não tive um happy end. A amizade acabou prevalecendo. O ruim de se apaixonar por um amigo é a força que você tem que ter depois. Vê-lo com outras meninas, ouvi-lo contar que está namorando e olhá-lo como um irmão são coisas que doem. Amigos que são amigos se falam sempre, dividem o cotidiano, adivinham gostos, dividem sobremesas. O pior de tudo é sofrer calado, em silêncio, buscar forças não sabe de onde, se erguer e seguir em frente. E quando acontece ao contrário? A certeza de saber que o seu amigo é o homem de sua vida e não conseguir amá-lo? Ouvi-lo falar que te ama e você não conseguir corresponder a altura? As privações que você faz em prol da amizade? Perder a amizade então... é pior ainda! No peito fica um buraco tão grande que parece que vai engolir o seu corpo por inteiro. Parece que o seu caminho parou num precipício e você tem que escolher entre admirar a paisagem ou pular e ser engolido.
Resolvi colocar abaixo uma música que eu considero perfeita em relação a esse assunto.
Pensando em Você
Babado Novo
Composição: Henrique Cerqueira / Claudinha Leitte
Estava satisfeita em te ter como amigo.
Mas o que será, que aconteceu comigo?
Aonde foi que eu errei?
Às vezes me pergunto se eu não entendi errado.
Grande amizade com estar apaixonado.
Se for só isso logo vai passar
Mas quando toca o telefone, será você?
O que eu estiver fazendo eu paro de fazer.
E se fica muito tempo sem me ligar.
Arranjo uma desculpa pra te procurar.
Que tola, mas eu não consigo evitar.
Porque eu só vivo pensando em você.
É sem querer, você não sai da minha cabeça mais.
Eu só vivo acordada a sonhar.
Imaginar nós dois.
Às vezes penso ser um sonho impossível.
Uma ilusão terrível será?
Eu já pedi tanto em oração.
Que as portas do seu coração.
Se abrissem pra eu te conquistar.
Mas que seja feita a vontade de Deus.
Se Ele quiser, então, não importa quando, onde.
Como eu vou ter teu coração.
Faço tudo pra chamar sua atenção.
De vez em quando eu meto os pés pelas mãos.
Engulo a seco um ciúme.
Quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção.
Coração apaixonado é bobo.
Um sorriso teu e eu me derreto toda.
O seu charme, seu olhar.
Sua fala mansa me faz delirar.
Mas quanta coisa aconteceu e foi dita.
Qualquer mínimo detalhe era pista.
Coisas que ficaram para trás.
Coisas que você nem lembra mais.
Mas eu guardo tudo aqui no meu peito.
Tanto tempo estudando seu jeito.
Tanto tempo esperando uma chance.
Sonhei tanto com esse romance.
Que tola, mas eu não consigo evitar.
Porque eu só vivo pensando em você.
É sem querer, você não sai da minha cabeça mais.
Eu só vivo acordado a sonhar.Imaginar nós dois.
Às vezes penso ser um sonho impossível.
Uma ilusão terrível será?
Eu já pedi tanto em oração.
Que as portas do seu coração.
Se abrissem pra eu te conquistar.
Mas que seja feita a vontade de Deus.
Se ele quiser, então, não importa quando, onde.
Como eu vou ter teu coração!
Como de costume fui ao cinema com minha amiga-irmã. Ultimamente ela tem sido até mais irmã que amiga. Dividimos tudo, quando falo tudo, é tudo mesmo! Como domingo é um dia morto, de fazer programações lights fomos assistir “O melhor amigo da noiva”. Mais uma dessas comédias hollywoodianas água com açúcar. Ele segue a linha do “Casamento do meu melhor amigo”, mas com os papéis invertidos. No que eu assisti hoje, é o homem quem vai lutar pelo amor de sua amiga após dez anos de amizade, enquanto que no outro é a personagem da Julia Roberts quem vai correr atrás do prejuízo. Os finais são diferentes, mas a temática é a mesma: amor entre amigos.
Quem nunca se apaixonou pela pessoa que está sempre ao seu lado? A probabilidade de você se apaixonar por um amigo é enorme, pois conhece todos os seus defeitos e qualidades, compartilha os momentos mais importantes, divide os mais tristes, conversa sobre o dia-a-dia, conhece todos os gostos, hábitos e manias. Amigos são pessoas constantes em nossa vida e, por isso mesmo, não o enxergamos com outros olhos. Estamos acostumados com aquela presença. Quando alguém pergunta, a resposta é sempre a mesma: “Ele? É meu amigo!”. O ruim é que às vezes só nos damos conta de que aquela pessoa é a perfeita pra gente quando a perdemos de alguma forma.
O problema é justamente revelar ao outro que o sentimento evoluiu de amizade para amor. As inseguranças aparecem, o medo brota e as dúvidas bombardeiam o nosso pensamento. E se o amigo não corresponder aos nossos sentimentos? Será que vale a pena correr o risco de se expor e acabar perdendo uma amizade? E se rolar de ficar um dia e depois nada? Fica a ilusão? A esperança de um dia ficarem juntos? Essa é uma situação realmente delicada. Nem sempre a arte imita a vida real. Nem sempre o “ viveram felizes para sempre” acontece fora das telas. Eu realmente prefiro abrir mão de um sentimento mais forte a perder a amizade de um amigo, mas cada um tem um modo de pensar. Eu só correria o risco se tivesse a certeza de ser correspondida.
Já me apaixonei perdidamente por um amigo. Corri atrás, chorei, ri, beijei muito, mas não tive um happy end. A amizade acabou prevalecendo. O ruim de se apaixonar por um amigo é a força que você tem que ter depois. Vê-lo com outras meninas, ouvi-lo contar que está namorando e olhá-lo como um irmão são coisas que doem. Amigos que são amigos se falam sempre, dividem o cotidiano, adivinham gostos, dividem sobremesas. O pior de tudo é sofrer calado, em silêncio, buscar forças não sabe de onde, se erguer e seguir em frente. E quando acontece ao contrário? A certeza de saber que o seu amigo é o homem de sua vida e não conseguir amá-lo? Ouvi-lo falar que te ama e você não conseguir corresponder a altura? As privações que você faz em prol da amizade? Perder a amizade então... é pior ainda! No peito fica um buraco tão grande que parece que vai engolir o seu corpo por inteiro. Parece que o seu caminho parou num precipício e você tem que escolher entre admirar a paisagem ou pular e ser engolido.
Resolvi colocar abaixo uma música que eu considero perfeita em relação a esse assunto.
Pensando em Você
Babado Novo
Composição: Henrique Cerqueira / Claudinha Leitte
Estava satisfeita em te ter como amigo.
Mas o que será, que aconteceu comigo?
Aonde foi que eu errei?
Às vezes me pergunto se eu não entendi errado.
Grande amizade com estar apaixonado.
Se for só isso logo vai passar
Mas quando toca o telefone, será você?
O que eu estiver fazendo eu paro de fazer.
E se fica muito tempo sem me ligar.
Arranjo uma desculpa pra te procurar.
Que tola, mas eu não consigo evitar.
Porque eu só vivo pensando em você.
É sem querer, você não sai da minha cabeça mais.
Eu só vivo acordada a sonhar.
Imaginar nós dois.
Às vezes penso ser um sonho impossível.
Uma ilusão terrível será?
Eu já pedi tanto em oração.
Que as portas do seu coração.
Se abrissem pra eu te conquistar.
Mas que seja feita a vontade de Deus.
Se Ele quiser, então, não importa quando, onde.
Como eu vou ter teu coração.
Faço tudo pra chamar sua atenção.
De vez em quando eu meto os pés pelas mãos.
Engulo a seco um ciúme.
Quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção.
Coração apaixonado é bobo.
Um sorriso teu e eu me derreto toda.
O seu charme, seu olhar.
Sua fala mansa me faz delirar.
Mas quanta coisa aconteceu e foi dita.
Qualquer mínimo detalhe era pista.
Coisas que ficaram para trás.
Coisas que você nem lembra mais.
Mas eu guardo tudo aqui no meu peito.
Tanto tempo estudando seu jeito.
Tanto tempo esperando uma chance.
Sonhei tanto com esse romance.
Que tola, mas eu não consigo evitar.
Porque eu só vivo pensando em você.
É sem querer, você não sai da minha cabeça mais.
Eu só vivo acordado a sonhar.Imaginar nós dois.
Às vezes penso ser um sonho impossível.
Uma ilusão terrível será?
Eu já pedi tanto em oração.
Que as portas do seu coração.
Se abrissem pra eu te conquistar.
Mas que seja feita a vontade de Deus.
Se ele quiser, então, não importa quando, onde.
Como eu vou ter teu coração!
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