Pessoas....
Depois de alguns dias sem escrever, resolvi tratar de um assunto que ainda gera muito preconceito: a homossexualidade. Confesso que a primeira vez que vi dois homens se beijando achei estranho, mas depois você acaba aceitando. Lembro-me de estar na casa de duas amigas comemorando o aniversário de um amigo delas quando depois dos parabéns veio o beijo do casal. Aquela imagem chocou. Imagina há dez anos atrás uma criança de uns 13, 14 anos que sempre estudara em colégios católicos presenciar um fato desses. Em casa virou assunto de discussão! Só aprendi que devemos torcer sempre pela felicidade do outro, independente da sua sexualidade.
Não faço a mínima idéia de quando a homossexualidade surgiu, mas estudei em Filosofia que Sócrates se deleitava com seus discípulos. No mundo moderno criaram as categorias de “homossexualidade” e “heterossexualidade”. A partir daí as pessoas passaram a ser classificadas conforme a sua opção sexual. Acredito que atualmente as pessoas defendem a sexualidade. Não importa se me interesso por homens, mulheres ou pelos dois. O que vale são os desejos e vontades. A classificação de homo e hetero aos poucos estão deixando de existir na sociedade contemporânea ou pós-moderna. Quantas vezes lemos no jornal que fulano declarou que é bissexual? Que uma atriz famosa terminou um relacionamento longo com uma mulher e atualmente está namorando um homem? Que outra celebridade homossexual assumiu que quer relações com um homem agora? São opções de cada um e precisamos respeitar sempre!
Atualmente, para muitos, o sexo ainda é tratado como tabu. Existem pessoas que não falam sobre esse assunto em casa, com amigas (os) e nem mesmo com o (a) parceiro (a). Uma relação precisa ser baseada na confiança, na verdade e é importante o outro saber do que você gosta. Ninguém tem bola de cristal para adivinhar. É preciso conversar para rolar uma coisa legal. Essa relação precisa existir independente da sua opção sexual. E as mulheres vêm cada vez mais assustando os homens com relação a isso. Elas estão expondo mais suas opiniões e preferências. Estão cada vez mais buscando o seu espaço, seja na sociedade ou num relacionamento. O mundo se desenvolveu numa sociedade machista e é aceitável o homem achar estranho uma mulher ter uma opinião formada sobre o sexo e conversar sobre o assunto sem bloqueios.
Há alguns meses comecei a freqüentar boate GLS devido à música eletrônica. Esse público gosta de eletro e, particularmente, não gosto de boates que no meio da noite começam a tocar funk e axé. Nas boates GLS o maior público é gay, mas não quer dizer que não tenha heteros. Quem nunca foi e pretender ir algum dia, o meu conselho é de se desprender de qualquer preconceito, deixar a descriminação em casa e curtir a noite. Claro que você vai se sentir estranho nos trinta primeiros minutos, se sentindo um peixe fora d’água, mas depois ou você relaxa ou vai embora. Ali é mais provável que você receba uma cantada de alguém do mesmo sexo que o seu do que do oposto. Mas a tranqüilidade e a diversão predominam. Sou capaz de curtir uma noite sozinha sem preocupação.
Esses dias uma amiga viu minhas fotos e me confidenciou que estava tendo envolvimento com outra mulher. Achou que eu fosse brigar e ficar chateada, mas a minha postura fez com que ela ganhasse alguém com quem compartilhar os seus sentimentos e receios. Ela não encontra esse apóio na família. Por mais que queira contar, não aceitariam nunca. Os pais não entendem que deveriam estar ao lado de seus filhos sempre, que a felicidade é que importa. Os outros não têm nada a ver com isso. Não têm de ficar dando palpite.
O conselho que dou sempre é que antes que queiram assumir a sua homossexualidade tenha relação com no mínimo uns três do sexo oposto para ter certeza do que quer. E nunca tome uma atitude como regra. Hoje o seu envolvimento pode ser com uma pessoa do mesmo sexo e amanhã não. Saibamos viver as diferenças!!!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
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3 comentários:
é isso aí maninha...
saibamos viver as diferenças...e não só em relação à sexualidade...em tudo na vida.
o pior preconceieito é aquele que destinamos a nós mesmos.
amo tu maninha....
beijoooooooooooo
Rezinha...
você anda bebendo muita coca cola...
hahahaha
"Viva as diferenças"
Assunto delicado mas muito bem descrito por você.
te amo prima!
Complicado, né... Difícil acabar com os preconceitos, quando todos eles começam em casa... Afinal, nunca se viu nenhum bebê que recusasse um colo de outra cor ou opção sexual... Se a próxima geração (ou seja, os NOSSOS filhos) for tão preconceituosa quanto a nossa, já sabemos de quem é a culpa, né?
Ficou ótimo o texto, viu, xuxu...
Beijo, Castelo.
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