quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Falta de ar

Pessoas

Estou com saudades de escrever aqui. Fiquei ausente durante esse tempo devido ao trabalho. Tenho estado muito tempo fora da empresa e quando chego em casa só penso em tomar um banho e dormir.

Resolvi externar uma situação pela qual passei e que tem me perturbado bastante. Desde pequena eu tenho trauma de morte. Parece estranho, mas só de pensar que um dia meus olhos vão fechar e que nunca mais vão abrir... me falta de ar. Quando eu era bebê, 10 meses para ser exata, minha mãe me deu remédio errado e acabou dilatando minhas vias respiratórias. Conclusão: fui parar no hospital, tomei soro pela cabeça, fiquei internada um tempo e quase morri. Isso tudo numa cidadezinha chamada São Lourenço, que há quase 26 anos atrás era bem interiorana. Acredito que devo ter guardado essa informação no meu subconsciente. A psicologia explica. Fiz terapia um ano para perder esse medo. Melhorei, mas como falei na primeira linha, passei por uma situação nada confortável.

Domingo à noite, garganta doendo, vidrinho de Salompas do seu lado. Pronto! Sonolenta... peguei o remédio e passei na garganta. Se eu queria acabar com a dor, eu consegui, mas em troca minha glote fechou. Primeiro comecei a sentir uma dormência na garganta, depois não conseguia mais engolir e por último a respiração começou a faltar. O desespero e o medo fizeram com que minha pressão baixasse e com que eu começasse a suar frio. A minha sorte é que o inchaço ficou no lado direito e depois que me acalmei, consegui voltar a respirar. Com dificuldade, confesso, mas meu “paidrasto” conseguiu que eu controlasse a minha respiração. Não me pergunte como, estava literalmente em alfa.

Essa situação mexeu muito comigo. Queria ter ido para o hospital, mas domingo de madrugada minha mãe achou que só ia ter residentes na emergência e que com certeza iriam me colocar no respirador. O medo dela era enorme, o meu também. Não sabia o que seria pior. Só pensava que iria morrer.

Hoje, quando deito para dormir me vem todo dia essa sensação. Acho que minha garganta vai fechar, que vou ficar com falta de ar e que não irei acordar no dia seguinte. O pior é que o nosso subconsciente é tão poderoso que consegue fazer com que sintamos todos os sintomas. Quando me acalmo, que penso que é besteira e que é coisa da minha cabeça, relaxo e durmo. Sábado não consegui me controlar. Acreditei cegamente que eu iria ficar sufocada e que ninguém iria me ver com falta de ar e, conseqüentemente, iria morrer. Conclusão: fui dormir no quarto com a minha mãe e meu paidrasto.

Algumas pessoas falam que preciso de terapia. Acredito nisso. Todo mundo precisa. Mas, sei que é coisa da minha cabeça, uma lembrança do passado que voltou à tona. Com o tempo as coisas vão melhorar e eu vou conseguir esquecer esse dia. O que não vale é ficar relembrando, até porque só de pensar já sinto minha garganta fechar.

Estou aceitando indicações de analistas! *rs*

4 comentários:

Mariana Domingues disse...

eu nem vou comentar!
já dei a bronca que tinha que dar....

qto ao seu medo de dormir....normal. mas vc é forte e se recuperará logo.
mas se cvuida aí né!!!

ainda temos muita coisa que fazer juntas!

te amo

Quadra disse...

eita! medos, medos, medos... sempre eles. q merda isso. tb tenho uma porrada. mas a vida é isso: superação!

tava sumida mesmo hein! q bom q voltou a comentar.

bjs e cuide-se!

Quadra disse...

re, esqueci... depois dê uma olhada no site da minha empresa. nosso blog tb está sendo atualizado semanalmente.
bjão!

www.upsidemkt.com.br

Anônimo disse...

acho que a religião pode te ajudar a perder o medo pela morte, vai por mim. Me ajudou. Sou católico e quando aprendi mais de Deus, perdi.